Uma das coisas que quem trabalha com Sound Design tem como regra é que ser inventivo não é um luxo; é uma necessidade. Por exemplo, nem sempre temos ao nosso alcance um som literal… e precisamos partir de outras fontes sonoras para simular um efeito sonoro específico.
Complicado? Um exemplo prático é o famoso truque de amassar celofane para simular o crepitar do fogo. Afinal, ficar botando fogo no estúdio - e pior, com um microfone que custa alguns milhares de dólares perto do fogo - não é uma opção!
Um outro exemplo, e com direito ao passo a passo da “receita do bolo”, pode ser encontrado no site do Sound Designer grego Iraklis Vlachakis: ele demonstra como “criar” o som de uma metralhadora, utilizando fontes inusitadas como uma máquina de espresso, prato de bateria, escova de cabelo, garrafa plástica e uma caixa cheia de parafusos, entre outras coisas.
Clique na foto abaixo e veja ouça os sons originais (que per se são bem banais), a soma deles no decorrer do processo e um video do resultado sendo utilizado em um jogo da 1ª Guerra Mundial:
Simples, bem executado e criativo.
Aproveite e explore o site dele, tem gravações externas, packs de sons para download, etc. Aliás, vou ancorar o link nas BLOG COISAS da barra lateral…













































3 Comentários
A gente vive se deparando com essas situações. Ou porque é meio impossível gravar a fonte sonora original (fogo ou vidro quebrando, ou pior, um avião caindo); ou o mais comum: quando o som daquilo que precisamos (real) não corresponde ao som do nosso imaginário.
Uma vez tive que gravar o som de uma ratoeira. Já tentou? Uma ratoeira não soa nada parecido com o que imaginamos que uma ratoeira deve soar. Um chute a gol com toda força também não soa ´real´.
E é ai que está toda a graça desse trabalho: tem que ser inventivo. TEM!
Hi there, this is Iraklis from ivsnd.com.
Thanks for your kind words
Ben Burtt e o pessoal dos primórdios dos filmes sonoros da Walt Disney que o digam. Hoje a gente tem muitas facilidades, como gravadores portáteis (portáteis mesmo), bem como o conhecimento gerado por todo este pessoal antes da gente para servir de base. Digo mais, ser inventivo/criativo deveria ser OBRIGATÓRIO a meu ver, porque se não, o que se faz é “apenas” beber destas fontes e não desenvolver novos conceitos técnicos/estéticos. Além do mais, isso SEMPRE se torna divertido, pois a gente passa a entender a essência e a natureza de cada som.