A Fala

- Decodificando códigos

Pois bem, leitor, neste exato momento seu cérebro está recebendo um turbilhão de informações captadas por seus olhos à medida que você lê este texto. Milhares de letras são processadas e decodificadas, para que sejam ordenadas com lógica: letras formam sílabas, que formam palavras, que formam sentenças, que formam um texto, que você interpreta e compreende, pois você treinou seu cérebro para reconhecer um “código”, no caso, o idioma em que está escrito o texto.

O mesmo se aplica à fala: seus ouvidos captam sons emitidos por outros seres humanos, e seu cérebro ordena esses sons em fonemas, palavras, sentenças, que formam um discurso, decodificado e compreendido porque o cérebro reconhece esses sons ordenados como um idioma compreensível.

Ou seja: a fala precisa ser decodificada pelo cérebro. O tempo entre a transmissão, recepção e decodificação da fala é ínfimo e o trabalho é feito de forma consciente, por menos que você se dê conta disso.

No âmbito da informação audiovisual, a fala é o item a ser trabalhado com mais cuidado e normalmente tem a prioridade frente a qualquer outra informação sonora. Sem a compreensão do que está sendo falado, a mensagem se perde.

Em uma palavra: inteligibilidade.

<TÉCNICA: SOM DIRETO - ATOR 1: voz processada de robô: “Siga à página seguinte…”>

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